domingo, 12 de outubro de 2008

A gangorra do Dunga

Kaká precisou de pouco mais de 5 minutos e uma zaga atordoada para mostrar que é verdadeiro 10 da seleção, mesmo que volte a vestir a 8, ou qualquer outro número. Em um lance, motrou ser rápido, seguro, forte, técnico, decidido e decisivo; e aliando tudo isso, abriu a porteira para os 4 a 0 sobre a inócoa Venezuela.
A(o) estrela do Robinho brilhou no segundo gol. O mimado atacante do Manchester City se valeu de um recurso que aprendeu recentemente (chutar de fora da área), e acertou uma patada no ângulo do"goleirão" Vega.
Um tapa de Kaká, uma matada de bola estilosa do Elano, e o Imperador só empurrou o terceiro gol pra rede. Outro tapa, dessa vez do Kléber, outra demonstração de amadorismo da defesa venezuelana, uma ageitada bem esquisita do estrelinha, e outro gol, pra fechar o caixão.
Com um pouquinho mais de vontade o Brasil infiava uns 6 ou 7, mas nem com 10 a torcida deixaria de desconfiar do nosso selecionado. Tá todo mundo receoso de mais uma "pipocada" na quarta feira. Seguindo a lógica criada pelo time do "técnico" Dunga, depois de uma boa atuação, agora é a hora de rebolar em casa. Quero ver quantos vão aparecer no Maraca pra bradar primeiro e único grito da torcida canarinho, o insuportavel: "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor". E por falar em amarelar no Maracanã, no sábado, 77 mil rubro-negros viram o chopp da festa de Márcio Braga virar uma pipoca bem salgada.

Só duas rápidas observações para terminar:
1. Julio César ta pegando demais.
2. O que tem em comun os três melhores jogadores na partida contra a Venezuela (Josué, Kaká e Adriano)?